Após os 60, o corpo muda e a gordura abdominal se torna um desafio maior para muitas mulheres, mesmo com hábitos saudáveis. Entenda os fatores e as soluções.
O acúmulo de gordura na região abdominal é uma queixa comum entre mulheres após os 60 anos. Manter a barriga chapada pode se tornar uma tarefa árdua, e a frustração pode surgir mesmo com a manutenção de hábitos saudáveis. O personal trainer Jorge Lobo, fundador e gerente da Piko Studios, explica que essa é uma realidade fisiológica.
“Com o passar dos anos, e principalmente depois dos 60, muitas mulheres notam que a gordura se acumula com mais facilidade na parte inferior do abdômen”, afirma Lobo. Ele ressalta que isso não é reflexo de falta de esforço, mas sim de mudanças naturais no corpo.
O especialista detalha que a combinação de alterações hormonais, perda de massa muscular e um metabolismo mais lento contribui para esse cenário. Portanto, soluções rápidas e rotinas extremas não são o caminho, mas sim a adaptação de treinos e hábitos. Conforme informação divulgada pelo Minha Vida, Jorge Lobo, fundador e gerente da Piko Studios, é a fonte dessas recomendações.
Força: O Motor Essencial para Ativar o Metabolismo Após os 60
Por muito tempo, o foco principal dos treinos femininos foi o cardio, mas a visão dos especialistas mudou. Atualmente, o treino de força ganha destaque. Jorge Lobo alerta para o erro comum de focar apenas em exercícios abdominais ou cardio, especialmente após os 60 anos.
“O erro mais comum é focar apenas em exercícios abdominais ou cardio”, explica. O objetivo principal nesta fase deve ser a manutenção e o fortalecimento da massa muscular. “Nesta idade, o essencial é ganhar e manter massa muscular, pois é o músculo que mantém o metabolismo ativo”, reforça o treinador.
Exercícios básicos e consistentes são fundamentais para o ganho de massa muscular. Agachamentos, elevações de quadril e exercícios para braços e costas ativam o corpo como um todo. Esse tipo de treino também promove a redução da gordura corporal total, “incluindo a gordura abdominal inferior, mesmo que essa área não seja o foco direto”, complementa Lobo.
Caminhada Eficaz: Mais Que um Passeio Tranquilo
Manter-se ativo diariamente é crucial, e a caminhada surge como uma grande aliada. No entanto, Jorge Lobo enfatiza que passeios tranquilos não são suficientes para gerar resultados significativos.
É preciso caminhar em bom ritmo, “balançando os braços e mantendo a postura ereta”. Essa simples mudança na intensidade e na postura pode transformar uma caminhada comum em uma atividade muito mais eficaz para acelerar o metabolismo e, consequentemente, auxiliar na redução da gordura abdominal.
Para que a caminhada seja eficaz, Lobo sugere uma duração específica: “Entre 30 e 45 minutos por dia ajuda a melhorar a circulação, reduzir a gordura visceral e promover uma digestão mais fácil”, detalha.
Musculatura Profunda do Abdômen e a Importância do Descanso
Em vez de se concentrar em abdominais clássicos, o treinador defende o trabalho dos músculos abdominais profundos. Eles são essenciais para tonificar o abdômen sem sobrecarregar a coluna.
“Em vez de fazer muitos abdominais tradicionais, é melhor ativar os músculos abdominais profundos, que atuam como um cinto natural”, aconselha Lobo. Exercícios suaves e controlados são os mais recomendados para essa região.
“Respiração consciente, pranchas e movimentos lentos e controlados ajudam a ‘ativar’ a parte inferior do abdômen e a melhorar o tônus sem prejudicar as costas”, orienta o especialista. Além do exercício, o descanso adequado e o controle do estresse são fatores determinantes.
“Dormir mal ou viver sob estresse constante favorece o acúmulo de gordura abdominal”, alerta Lobo, reforçando que esses fatores, juntamente com a alimentação, impactam diretamente a composição corporal.


